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Reumatologista em SP
Síndrome Antifosfolípide

Síndrome Antifosfolípide (SAF): o que é e por que precisa de atenção?

Tromboses repetidas ou perdas gestacionais podem ter uma causa oculta: descubra o que é a Síndrome Antifosfolípide.

A Síndrome Antifosfolípide, também chamada de SAF, é uma doença autoimune em que o corpo produz anticorpos que aumentam a chance de trombose, quando há formação de coágulos nos vasos sanguíneos. Isso pode acontecer tanto em veias quanto em artérias, provocando tromboses, AVC (acidente vascular cerebral), infartos ou complicações na gestação, como abortamento de repetição e pré-eclâmpsia. Em casos graves e raros, vários órgãos podem ser afetados ao mesmo tempo.


Quais sintomas podem aparecer?

Os sintomas variam bastante de pessoa para pessoa. Algumas apresentam apenas alterações em exames de sangue, sem sintomas, enquanto outras desenvolvem tromboses ou complicações na gestação. Por isso, muitas vezes a SAF só é diagnosticada após uma manifestação clínica, como uma trombose na perna, embolia pulmonar, infarto ou uma perda gestacional.


Quem tem maior risco de desenvolver trombose?

Pacientes com SAF tem um risco maior de ter trombose caso tenham obesidade, dislipidemia (colesterol alto), sejam fumantes, usem alguns tipos específicos de anticoncepcionais, reposição hormonal na menopausa ou caso tenham outras doenças, como o lúpus, em associação.

O diagnóstico é feito com base nos sintomas e em exames laboratoriais específicos, que detectam a presença de anticorpos antifosfolípides, como anticoagulante lúpico, anti-cardiolipina e anti-beta2-glicoproteína I.


Como é feito o tratamento?

Uma vez confirmada a doença, o tratamento envolve o uso por longo prazo de medicamentos anticoagulantes, como varfarina ou heparina, para reduzir o risco de novos tromboses. Outras medicações, como o AAS (acido acetilsalicílico) e a hidroxicloroquina podem ser necessárias em alguns casos e a sua indicação é definida pelo médico. Durante a gestação, pode ser recomendado uso de heparina e AAS para prevenir complicações para a mãe e para o bebê. Um acompanhamento conjunto com o reumatologista e obstetra é necessário nessas situações.


Quando procurar um médico?

fazer acompanhamento médico com regularidade para monitorar os efeitos da medicação, reduzir fatores de risco pra novas tromboses e auxiliar na melhora da sua qualidade de vida!

Dra. Jeane Barco

Dra Jeane Barco - Reumatologista

CRM SP 211053 / RQE (Clínica Médica) 119853 / RQE (Reumatologia) 12436

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