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Esclerose sistêmica

Esclerose sistêmica: O que é?

Conheça um pouco mais sobre a esclerose sistêmica, doença autoimune que causa endurecimento da pele e dos órgãos internos, além do fenômeno de Raynaud

A esclerose sistêmica, também conhecida como esclerodermia, é uma doença autoimune rara e complexa que afeta o tecido conjuntivo, caracterizada pelo endurecimento e espessamento da pele e dos órgãos internos (como o coração, pulmão, rins e o sistema gastrointestinal). Esse processo ocorre devido à produção excessiva de colágeno, que em condições normais, proporciona estrutura e suporte ao corpo, mas que, em excesso, leva à formação de cicatrizes e à disfunção dos tecidos.


Causas e Fatores de Risco

Assim como outras doenças autoimunes, a causa exata da esclerose sistêmica é desconhecida. No entanto, acredita-se que uma combinação de fatores genéticos, ambientais e imunológicos contribua para o desenvolvimento da doença. Alguns fatores de risco identificados incluem:

  • Gênero: A esclerose sistêmica é mais comum em mulheres, mas os homens também podem ser afetados
  • Exposição a certos produtos químicos: Substâncias como sílica, solventes orgânicos e alguns outros produtos químicos têm sido associadas a maior risco de desenvolver esclerose sistêmica.
  • Histórico Familiar: Ter parentes próximos com esclerose sistêmica pode aumentar o risco de desenvolver a doença.


Sintomas e Complicações

Os sintomas da esclerose sistêmica podem ser muito variáveis, dependendo da forma da doença e dos órgãos afetados. Os mais comuns incluem:

  • Endurecimento e espessamento da pele: A pele pode ficar endurecida, brilhante e com perda de elasticidade. Ao longo do tempo, podem se desenvolver úlceras nas mãos e nos pés
  • Fenômeno de Raynaud: Extremidades, como dedos das mãos e dos pés, podem mudar de cor (branco, azul, vermelho) em resposta ao frio ou ao estresse.
  • Calcinose: nódulos endurecidos embaixo da pele dos dedos e de outros locais
  • Dificuldade em engolir e problemas digestivos: O esôfago pode ser afetado, causando refluxo gástrico e dificuldade para engolir.
  • Problemas pulmonares: Pode ocorrer complicações como fibrose pulmonar, dificultando a respiração. Também pode se desenvolver hipertensão pulmonar, quando há um aumento da pressão nas artérias dos pulmões.
  • Complicações renais


Diagnóstico

O diagnóstico da esclerose sistêmica é baseado em uma combinação de história clínica, exame físico e exames para complementar a avaliação. Exames de sangue para detectar autoanticorpos, como o anticorpo antitopoisomerase I (anti-Scl-70), são frequentemente utilizados. Além disso, exames como tomografia computadorizada, prova de função pulmonar e ecocardiograma, podem ser necessários para avaliar o envolvimento dos órgãos internos.


Tratamento

Embora não haja cura para a esclerose sistêmica, o tratamento visa controlar os sintomas e prevenir complicações. A abordagem terapêutica inclui:

  • Acompanhamento regular com o médico reumatologista: para ajuste do tratamento, avaliação dos exames
  • Medicamentos: imunossupressores são utilizados para reduzir a inflamação associada à doença. Alguns vasodilatadores costumam ser indicados para melhorar a circulação sanguínea.
  • Tratamento do refluxo gastroesofágico
  • Fisioterapia: Para manter a mobilidade das articulações e prevenir a contratura dos músculos.
  • Cuidados específicos para o fenômeno de Raynaud: Incluindo o uso de roupas quentes, luvas e medicamentos para melhorar o fluxo sanguíneo.


Quando procurar um reumatologista?

Se você apresenta endurecimento da pele, úlceras nas pontas dos dedos, coloração arroxeada das mãos ou dos pés, procure um reumatologista para melhor avaliação. A esclerose sistêmica é uma doença complexa que requer um diagnóstico preciso e um tratamento abrangente, com apoio de uma equipe multidisciplinar (tratamento em conjunto com pneumologista, gastroenterologista, fisioterapeuta, psicólogo e outros profissionais, conforme o caso). O acompanhamento médico é essencial para o controle dos sintomas e prevenção de complicações.

Dra. Jeane Barco

Dra Jeane Barco - Reumatologista

CRM SP 211053 / RQE (Clínica Médica) 119853 / RQE (Reumatologia) 12436

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